«O Museu Berardo deve apostar numa autonomia crescente e em parcerias», defendeu o ministro, no Parlamento, afirmando que a própria Fundação que o gere já arranjou mecenas para financiar as entradas gratuitas.
Quanto mais visitantes receber, mais dinheiro dos mecenas poderá conseguir, explicou Pinto Ribeiro aos deputados da Comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura.
Questionado pela deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto, sobre a situação na Fábrica de Cerâmica Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, que está em risco de encerrar, o ministro respondeu que considera que se trata essencialmente de um problema de natureza económica.
Sobre a possibilidade de classificação de peças e de moldes originais da Cerâmica, hipótese avançada pela deputada, Pinto Ribeiro respondeu que «é possível classificar os moldes mas, nesse dia, a fábrica tem de fechar porque já não podem ser utilizados».
«Não é possível classificar equipamento que está a ser utilizado empresarialmente», sublinhou o ministro.
Para Pinto Ribeiro, «o Estado não deve intervir para salvar empresas que estão a ser mal geridas».
«Entendo que a salvação não passa pela classificação dos moldes mas por uma requalificação da empresa que lhe permita funcionar bem», referiu.
Lusa / SOL