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Oeiras
Cinemateca restaura em filme mais de 40 anos de história do concelho
A produção fabril em Oeiras, a inauguração do Estádio Nacional, as praias da linha e a libertação de presos políticos de Caxias no 25 de Abril são momentos da história do concelho, recuperados em nove filmes pela Cinemateca
 
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No âmbito de uma investigação histórica levada a cabo pela Câmara de Oeiras, inicialmente dedicada a uma exposição sobre a Fundição de Oeiras, a Cinemateca Portuguesa recuperou nove filmes da história do concelho, com acontecimentos entre 1930 e 1974.

A directora da divisão de Património Histórico e Museológico da Câmara de Oeiras, Isabel Soromenho, contou à Lusa que este projecto começou com a ideia de fazer uma grande exposição sobre a Fundição de Oeiras.

«Começámos a descobrir uma série de filmes (…) e resolvemos integrar esses filmes numa grande exposição», contou.

Segundo a responsável, dos filmes encontrados «foi possível integrar cinco» na Expo Celebrar Oeiras - 250 Anos: excertos da inauguração da fábrica de fibra-cimento Lusalite, em Pedrouços, em 1934; a inauguração do Estádio Nacional a 10 de Junho de 1994; imagens aéreas do concelho em 1955; uma visita do antigo Presidente da República Américo Tomás a um novo bairro de casas económicas da Caixa de Previdência em 1961; e a saída de presos políticos da Prisão de Caxias no 25 de Abril de 1974.

Se na inauguração da Lusalite é possível assistir a operários manusear as máquinas enquanto a comitiva de líderes do Estado Novo visita a fábrica, na inauguração do Estádio Nacional são os jovens da Mocidade Portuguesa que agitam bandeiras portuguesas até ao início do jogo de futebol inaugural.

Nas imagens aéreas do concelho em 1955 o edifício mais alto da vila de Oeiras é a igreja matriz e na Avenida Marginal, apenas com uma via em cada sentido, convivem carros e transeuntes.

Quase 20 anos depois, são os sorrisos dos presos políticos, os cravos na lapela e os abraços a familiares e amigos do lado de fora das grades da prisão de Caxias que marcam o excerto das imagens do 25 de Abril de 1974.

Porto de Lisboa, com imagens a partir do rio Tejo para a costa de Oeiras na década de 50, Inauguração da Fábrica de Fibro-Cimento da Cruz-Quebrada em 1934, Homens e Máquinas, recuperação histórica do trabalho e vida na Fundição de Oeiras, e Concelho de Oeiras foram as quatro curtas-metragens totalmente recuperadas.

«Nos filmes é possível ver também variadíssimas quintas localizadas pelo concelho. Tínhamos grandes valores patrimoniais: quintas, grandes casarões, mas, com o tempo, foram sujeitos a pressões urbanísticas e hoje as quintas foram resumidas à casa-mãe e o jardim. Houve uma grande pressão urbanística nos anos 80 e muita coisa desapareceu», descreveu Isabel Soromenho.

Os excertos recuperados estão patentes na Expo Celebrar Oeiras - 250 anos, na Fundição de Oeiras, até ao fim do ano. As curtas-metragens vão ser exibidas em salas de cinema do concelho em 2010.

Lusa / SOL



 

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