A Associação - denominada nos Estados Unidos National Board of Review - , optou por atribuir ex-aequo o galardão de melhor actor a Morgan e a Clooney pelos seus desempenhos como Nelson Mandela em Invictus (de Eastwood) e um executivo solitário em Up in the Air, respectivamente.
Esta última película, do realizador canadiano Jason Reitman, que Juno, de 2007, tornou conhecido, foi eleita pelos críticos norte-americanos como a melhor do ano.
«2009 foi um ano em que as vozes e as visões dos cineastas foram inovadoras, apaixonantes e ecléticas», disse num comunicado a presidente da Associação, Annie Schulhof, que se confessou «encantada» ao premiar a «comovedora e agridoce» obra de Reitman.
Na categoria de melhor película do ano em língua estrangeira a escolha dos críticos recaiu sobre A Prophet, do francês Jacques Audiard.
Para a Associação, os 10 melhores filmes do ano foram An Education, de Lone Scherfig, (500) Days of Summer, de Marc Webb, The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow,
Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino, Invictus, de Clint Eastwood, The Messenger, de Oren Moverman, A Serious Man, dos irmãos Ethan e Joel Coen, que com ele ganharam o prémio do melhor argumento original, Star Trek, de J.J. Abrams, Where the Wild Things Are, de Spike Jonze, e Up, da Pixar, prémio da melhor película de animação.
O prémio de melhor actriz distinguiu a britânica Carey Mulligan pelo seu papel em An Education e o de melhor actriz-revelação a estreante Gabourey Sibide, que encarna uma jovem nova-iorquina marginal em Precious.
Woody Harrelson teve a melhor interpretação secundária, em The Messenger, e o actor-revelação foi Jeremy Renner, em The Hurt Locker.
Na categoria de documentário, o prémio coube a The Cove, de Louie Psihoyos, sobre a matança de golfinhos no Japão.
Com a divulgação deste palmarés, a Associação, que cumpriu este ano o seu centenário, abriu a temporada de prémios cinematográficos nos Estados Unidos.
Lusa / SOL