Com 165 anos de existência, o Grémio Lisbonense atravessa um período difícil, graças a uma ordem de despejo decretada, na sequência de um processo movido pelo proprietário das instalações onde funciona a associação.
Apostados em «não deixar morrer a história nem liquidar o futuro» do Grémio, os sócios lançaram uma petição online para tentar impedir o despejo, que tem data marcada já para o dia 6 de Setembro.
Em http://www.petitiononline.com/GREMIO/petition.html , a direcção pede aos internautas que subscrevam a petição, para «encontrar uma forma consensual de impedir o despejo» e para que «seja atribuído o estatuto de Utilidade Pública à Associação Grémio Lisbonense».
A direcção do Grémio Lisbonense alega que a decisão judicial que pôs em causa a permanência na sede no edifício que ocupa tem «por base um 'atentado' perpetrado por uma direcção anterior (1998) numa das salas do Grémio», pelo que considera não ser justo ter de sofrer as consequências de «erros cometidos por uma só direcção - numa associação com 165 anos de existência».
Isto, «apesar de se reconhecer a gravidade das intervenções efectuadas». Até ao momento, o abaixo-assinado promovido pelo Grémio Lisbonense conta já com um total de 652 assinaturas.
Além da recolha de assinaturas, os associados pretendem que seja declarado o estatuto de utilidade pública à associação – processo que está já a decorrer – e criaram um blogue (http://gremiolisbonense.blogspot.com) para divulgar as suas actividades.
O Grémio Lisbonense é uma associação de cultura e recreio, fundada em 1842, com sede no Rossio (por cima do Arco do Bandeira).
margarida.davim@sol.pt
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