Na antevisão do jogo Jesualdo Ferreira tinha pedido uma primeira vitória em solo inglês. Tal não veio a acontecer. Algumas surpresas no onze tentavam baralhar os ingleses. O jovem Nuno André Coelho foi a principal, tendo sido colocado à frente dos centrais Bruno Alves e Rolando.
Hulk voltou à titularidade, mas esta já não constitui uma surpresa assim tão grande. Quando se pedia um FC Porto agressivo nos primeiros 15 minutos do jogo, de modo a travar o entusiasmo do Arsenal, aconteceu exactamente o contrário.
Os nervos estavam instalados nos jogadores azuis e brancos, e isso mesmo tornou-se notório logo ao minuto 7, altura em que Fucile tira a oportunidade ao guarda-redes Helton de segurar uma bola que parecia ter o seu destino. Bendtner agradeceu e colocou os gunners à frente do marcador, para satisfação do seu treinador Arséne Wenger.
Ainda na primeira parte, aos 25 minutos, Bendtner aproveitou para marcar o segundo da conta pessoal e da sua equipa. A primeira parte terminou com o Arsenal em cima e um Porto muito aquém das expectativas.
Esperava-se um FC Porto agressivo para os segundos 45 minutos e disposto a arriscar um pouco mais para marcar o golo que empatava tudo novamente. Porém, e depois de alguns bons lances dos jogadores portistas, nomeadamente pela esquerda, o Arsenal voltou a marcar.
Nasri, numa jogada notável em que passou por três jogadores do Porto em constantes dribles, fez um golo do outro mundo. Aí caíram quase todas as esperanças do FC Porto por terra. Pior ficou depois de mais um golo dos gunners, agora por Eboué, apenas três minutos depois do golo de Nasri.
Para piorar ainda o cenário do FC Porto, Bendtner voltou a marcar, agora de grande penalidade, e aí fecharam-se as contas da noite.
tiago.lopes@sol.pt
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