Berardo revelou que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a estudar a possibilidade de forçar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital accionista e questionou a legalidade das acções de classe A, na posse do Benfica e que ascendem a 40 por cento do total.
«Se tiver que fazer uma OPA sobre o resto, também faço. Não tenho alternativa se a CMVM disser que tenho que o fazer. Mas não quero ficar dono do Benfica. O Benfica não tem preço», justificou o empresário, em entrevista ao canal televisivo SIC Notícias.
Berardo adiantou que existem «dúvidas sobre a legalidade» das acções de classe A, directamente subscritas pelo clube lisboeta - ao contrário da categoria B, que são ordinárias -, questionando se «entidades privadas podem ter este privilégio».
O empresário admitiu aumentar o preço de 3,5 euros que oferece por cada acção, através da holding Metalgest, mas prefere «esperar pela decisão da CMVM», admitindo a possibilidade de subscrever mais tarde um aumento de capital da SAD 'encarnada'.
Lusa/SOL
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