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Caso Dantas da Cunha
GNR descobriu que Vale e Azevedo se mudou para Londres
A GNR deslocou-se a casa de Vale e Azevedo em Colares, Sintra, para o deter, no âmbito do caso «Dantas da Cunha», tendo o caseiro indicado que o ex-presidente do Benfica está em Londres em morada incerta
 
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A certidão desta diligência efectuada a 26 de Maio pela GNR de Colares, a que a Agencia Lusa teve hoje acesso, refere que o responsável pela Quinta de Cima, residência do antigo presidente do Benfica, garantiu à GNR que «João Vale e Azevedo há cerca de dois anos exerce actividade profissional em Londres, desconhecendo a morada», e que só «esporadicamente vem a Portugal».

Na mesma certidão é referido que Vale e Azevedo se encontra na capital britânica juntamente com a mulher, Filipa, desconhecendo o caseiro quando é que o ex-presidente encarnado «vem a Portugal».

Em declarações à Lusa, António Colaço, advogado de Dantas da Cunha, esclareceu que o resultado «negativo» desta diligência da GNR para deter Vale e Azevedo, no decurso de um mandado de detenção a nível nacional, deverá agora dar origem a um mandado de detenção internacional, cabendo essa iniciativa à procuradora do Ministério Público que acompanhou o julgamento do caso «Dantas da Cunha».

António Colaço «lamentou» que Vale e Azevedo não tenha cumprido a lei também no que concerne ao Termo de Identidade e Residência (TIR), pois «há dois anos que não habita em Colares», sem que tenha fornecido a sua nova morada às autoridades.

No passado dia 09 de Maio foi tornado público que a decisão do Tribunal Constitucional (TC) desfavorável a Vale e Azevedo transitou em julgado, obrigando o ex-presidente do Benfica a ir para a prisão.

Nessa altura, segundo António Colaço, Vale e Azevedo «deveria ter-se apresentado para cumprir a pena de prisão».

António Colaço referiu então que o seu cliente tem a receber de Vale e Azevedo 10 milhões de euros, tal como a Caixa Geral de Depósitos.

Um colectivo de juízes do Tribunal da Boa-Hora, presidido por Renato Barroso, condenou, em Outubro de 2006, Vale e Azevedo a sete anos e meio de prisão pela prática dos crimes de falsificação e burla qualificada no chamado «caso Dantas da Cunha», após considerar que, em 1997, o então advogado falsificou procurações para obter, à revelia de Pedro Dantas da Cunha, poderes para hipotecar um imóvel da família deste, localizado no Areeiro, como garantia de um empréstimo de 1,5 milhões de contos contraído junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Lusa/SOL



 

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