Na missiva, o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial do Interior e Beiras (NDEIB) elenca uma série de medidas urgentes para atenuar a crise que se vive nas empresas do interior.
O documento, a que a Lusa teve acesso, surge, segundo afirmou o presidente do NDEIB, Fernando Tavares Pereira, na sequência de uma série de reuniões em que foram auscultados empresários da região.
Na missiva, os empresários alertam para «situações de desemprego e miséria nunca vistas», que vêm dos mais diversos sectores, alertando para «perdas de postos de trabalho de forma irrecuperável».
Esta associação propõe a criação de um Gabinete de Crise em cada Concelho, «pois parece que ao Governo não chega a informação nua e crua sobre a situação real», pode ler-se na carta.
O NDEIB propõe ainda um período de carência por cinco anos para as operações bancárias contratadas pelas empresas, famílias e autarquias, e também um apoio «através do Orçamento do Estado», de 300 milhões de euros «para a banca poder renegociar os pagamentos aos seus fornecedores de capital», justificando que este apoio seria «claramente compensado» com as receitas fiscais das empresas e dos trabalhadores, que assim não perderiam o seu emprego.
Na referida carta, é ainda proposto que se reduza em 2 a 5 por cento as taxas de IRS e que as taxas do IRC no interior do país sejam estendidas a todas as empresas de mão de obra intensiva com mais de 250 trabalhadores.
A carta termina recomendando «o bom senso dos homens, pois os políticos e outros altos dirigentes, de há muito anos a esta parte, não se têm preocupado com as empresas do interior».
Lusa/SOL