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Agricultura
Framboesas algarvias ‘em fileira’ para o Norte da Europa
Após o sucesso dos morangos de luxo exportados para a Europa, os produtores de frutos vermelhos do Algarve alargam esta Primavera o leque de ofertas aos povos da Europa e as apostas são agora na framboesa e na amora silvestre
 
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O Algarve é uma zona do país com grandes aptidões agrícolas, mas que tem vindo a perder competitividade na produção do tomate, pepino, pimento e, por isso, «há 10 anos decidimos investir na experimentação de alternativas como os pequenos frutos vermelhos», explica à agência Lusa Humberto Teixeira.

A Madrefruta arrancou primeiro com a produção do morango, estando a produzir perto de um milhão de toneladas por ano, mas nos últimos anos a organização produtora tem estudado e levado a cabo experiências com produções alternativas como a framboesa e, mais recentemente, a amora cujos ensaios estão a ser testados no clima algarvio, contou o produtor e empresário.

Para a campanha de 2008/2009 estima-se que o Algarve produza e exporte 80 a 100 toneladas de framboesas e o destino do pequeno fruto vermelho é o norte da Europa, nomeadamente Noruega, Suécia, Bélgica, França e Inglaterra.

Os mesmos países que absorvem a framboesa já absorviam o morango algarvio da Madrefruta, um negócio que permite àquela empresa manter um satisfatório volume de vendas mesmo em tempos de crise económica mundial, considera Humberto Teixeira.

A chave do sucesso do negócio do morango, framboesa e, provavelmente num futuro próximo, da amora está no padrão de qualidade «muito elevado» da fruta produzida, considera Humberto Teixeira.

No Algarve estão a produzir-se actualmente duas variedades de framboesas: 'Maravilha Driscoll's' e 'Sevilhana Driscoll's'.

A variedade 'Maravilha' está a ser produzida pelo segundo ano consecutivo e a Sevilhana está a ser comercializadas pela primeira vez este ano, conta o produtor Humberto Teixeira.

A área dos frutos vermelhos «está permanentemente a ser investigada para novas variedades» e de 100 experimentações que podem levar vários anos, só uma ou duas variedades é que chegam à fase final de produção, acrescenta.

Pelas mãos sábias de Delmira Neves, 57 anos, passam por dia vários quilos de framboesas 'Maravilha' e 'Sevilhanas' e, uma a uma, são colocadas em pequenas caixas transparentes 125 gramas líquidas daquele pequeno fruto.

Todas viajam em camiões frigoríficos para os países nórdicos da Europa, pelo menos até finais de Junho, altura em que a campanha da framboesa termina.

O volume de negócios previsto para este ano na venda de framboesas situa-se entre 800 mil e um milhão de euros.

O escoamento da fruta vermelha é garantida pela empresa portuguesa 'Berryport', que fornece aos produtores as plantas e garante a venda da fruta mesmo antes de ter nascido.

Lusa / SOL



 

 
 
 
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