O presidente da Sociedade Intebancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, considera que Portugal dificilmente sairá da «armadilha de empobrecimento relativo» da última década. «Vamos ser para a Europa o que Trás-os-Montes é para Portugal: uma região empobrecida».
O economista considera que o endividamento do país entrou «numa espiral de insustentabilidade». Pelas suas contas, aos 66% de PIB de dívida pública, têm de somar-se 25% do PIB em dívida do sector empresarial não-financeiro e 15% em encargos com parcerias público-privadas.
«Gastámos a herança, tudo o que produzimos e retiramos um ano de rendimentos ao nosso filho», refere analogicamente.
«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república e da passagem da 1ª guerra mundial», afirmou, durante a sua intervenção no CCB.
joao.madeira@sol.pt
Relacionados