O processo de candidatura arrancou ontem, anunciou hoje o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, à margem do 35º Congresso das Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, que decorre até amanhã, em Vilamoura.
«Estamos a contar que haja dois concursos por ano e que cada um tenha entre 30 e 50 milhões para que cheguemos a um total de 600 milhões do QREN aplicados na indústria do turismo [até 2013]. Parece-nos uma verba razoável», avançou ainda o responsável aos jornalistas.
Luís Patrão defendeu ainda a criação de um «projecto empresarial» conduzido pelos empresários e técnicos de turismo que encontre novos públicos para os produtos turísticos nacionais. «É preciso deixarmos de estar à espera em Portugal que nos venham comprar quartos e passemos a ir proactivamente para o exterior», argumentou.
A ideia passe por criar um sítio na internet que agregue toda a informação sobre oferta hoteleira, serviços de animação e calendário de eventos ou actividades e a disponibilize a operadores e agentes de viagens dos principais mercados emissores de turistas para Portugal.
Assim que a iniciativa privada corresponder ao desafio, Luís Patrão garante que haverá «fundos de capital de risco» a atribuir pelo Turismo de Portugal, para a viabilizar.
Sem querer fazer um balanço da actividade turística em 2009 – também não quis arriscar previsões para 2010, ano em que o turismo de Portugal terá um orçamento de 300 milhões de euros -, o presidente diz apenas que «é um ano menos mau do que podia ter sido».
O reforço dos apoios públicos à indústria turística e o aumento da procura do mercado interno e espanhol ajudaram o desempenho do sector, explicou.
ana.serafim@sol.pt
em Vilamoura, a convite da APAVT