«Para nós sempre foi claro que a questão do crescimento era a primeira questão, a mãe de todas as questões, muito mais importante do que qualquer outra», defendeu o líder do CDS-PP, em declarações aos jornalistas na residência oficial do primeiro-ministro, no final de uma audiência com o chefe do executivo sobre o Conselho Europeu, que se realiza quinta e sexta-feira.
Colocando, assim, o crescimento económico como a «prioridade absoluta», Paulo Portas considerou que só com uma economia a crescer de «uma forma suficientemente forte» será possível defender, manter e gerar emprego.
Contudo, enfatizou, «para a economia crescer é impensável qualquer aumento de imposto».
«Pelo contrário, uma das armas para por a economia a crescer é, selectivamente e sustentadamente, ajudar as Pequenas e Médias Empresas, ajudar as empresas que exportam, ajudar as empresas que criam emprego e a classe média também do ponto de vista fiscal», sublinhou.
A este propósito, o líder do CDS-PP apontou o exemplo da Alemanha, onde a partir de 1 de Janeiro os impostos vão baixar.
«Será que é a chanceler Merkel que está ensandecida? Não, é uma pessoa realista, ela quer pôr a economia a crescer, quer gerar emprego e selectivamente vai ajudar Pequenas e Médias Empresas e classe média e média baixa do ponto de vista fiscal. Acho que ela é que está certa», declarou, insistindo que aumentar impostos é «matar a economia real», «dar cabo da confiança económica e prejudicar ainda mais as Pequenas e Médias Empresas».
No dia em que teve início a Conferência de Copenhaga, Paulo Portas defendeu que sejam alcançados «objectivos que sejam realistas», «o que às vezes é diferente de um discurso que oficialmente é mais exigente e que, depois na prática, do ponto de vista das emissões, é menos eficiente».
Questionado pelos jornalistas sobre as recentes críticas do primeiro-ministro à oposição, Paulo Portas criticou o «discurso de queixinha» de José Sócrates, desafiando-o a explicar porque é que não está de acordo com as políticas do CDS, nomeadamente com a proposta para o IVA ser reembolsado a 30 dias.
Lusa / SOL