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Contas Públicas
Oliveira Martins diz que Governo seguiu 81% das recomendações do TC
O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, afirmou hoje que 81 por cento das recomendações efectuadas no ano passado pelos juízes foram cumpridas, ficando apenas 19 por cumprir
 
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«Verificamos que, desde 2007, houve mais progressos em relação às recomendações e recordo que 81 por cento das recomendações feitas no parecer sobre a Conta Geral do Estado foram cumpridas, contra mais de 65 por cento no ano anterior», disse Oliveira Martins, depois de ter entregue o parecer ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

O presidente do TC destacou a evolução positiva verificada, tendo reforçado que «o Tribunal tem uma função de responsabilização e também [uma função] pedagógica que tem vindo a ser prosseguida de forma positiva».

O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, apresentou hoje ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o parecer sobre a Conta Geral do Estado relativa a 2008.

Entre as principais conclusões do parecer, contam-se a crítica ao facto de o Plano Oficial de Contabilidade Pública, onze anos após a aprovação, continuar «a não ser aplicado pelos serviços integrados do Estado e por uma parte dos serviços e fundos autónomos».

No documento que entrega 83 recomendações ao Executivo, mais duas que no ano anterior, os juízes alertam que «subiste a assunção de encargos sem dotação orçamental suficiente» e acrescentam que continuaram a verificar-se situações em que «transitam para o ano seguinte elevados montantes de encargos vencidos».

No que diz respeito à comparabilidade da despesa, a verificação «tem sido afectada» por três razões: alteração dos universos abrangidos pela Conta, a alteração de critérios contabilísticos e a inexistência de informação final sobre a execução orçamental de algumas entidades.

O Tribunal afirma ainda que as dívidas não financeiras do Estado chegavam aos 1.568 milhões de euros, a 31 de Dezembro de 2008, dos quais 71,7 por centos (1.124 milhões) «respeitam a entidades do sector da Saúde».

Sobre a Saúde, aliás, o Tribunal garante que «as contas consolidadas do SNS não reflectem de forma verdadeira e apropriada» a posição do universo dos organismos debaixo da alçada do Ministério e explica que «os encargos plurianuais assumidos, nomeadamente no âmbito das parcerias público-privadas, não constam da Conta, o que constitui uma lacuna» importante face aos «elevados montantes envolvidos».

Lusa / SOL



 

 
 
 
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