Até este ano a lei impedia uma actualização de preços acima da inflação e isso criou um défice tarifário que, na opinião de Castro Guerra, «só pode ser imputado aos consumidores».
«São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém», disse o secretário de Estado à TSF, considerando que este «foi quem mais consumiu tarifas no passado e isso gerou défice».
«Este défice tem de ser pago por quem o gerou», disse Castro Guerra à TSF. De acordo com o secretário de Estado adjunto da Indústria e da Inovação, este défice vai ser recuperado num prazo de três a cinco anos.
Apesar de considerar que o aumento é elevado, Castro Guerra disse que «os custos são os custos e nós não podemos fugir aos custos».
Questionado sobre o facto de o aumento para as empresas ser menor, o responsável refere que «isso tem um fundamento». «As empresas estão a competir no mercado e nós não podemos por razões de energia reduzir a competitividade das empresas e mesmo assim já é um aumento substancial», explicou.
António Castro Guerra lembrou que os aumentos são da exclusiva competência da Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) mas admitiu que «no futuro o Governo pode criar mecanismos que evitem aumentos tão elevados».
Lusa
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