No final de um debate, ontem, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), o governador do Banco de Portugal afirmou ser impossível reduzir os impostos. «O défice orçamental foi em 2007 de 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), tendo registado um notável desempenho. Mas estamos longe de ter uma posição de equilíbrio e, por isso, não há margem para descer os impostos ou para aumentar a despesa», afirmou Vítor Constâncio.
E acrescentou: «Este aumento dos preços vem do exterior, são no fundo os mercados internacionais que aumentam o preço da alimentação, e os produtores de petróleo que aumentam o preço do petróleo».
«É como uma espécie de imposto, que é cobrado do exterior sobre todos nós, sobre a economia portuguesa, e ao qual não podemos fugir no imediato. A economia no seu todo não pode fugir», concluiu.
Em relação ao ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos), o governador do Banco de Portugal defendeu que esta não é a altura certa para mexer no imposto, mas considerou também que «não é benéfico haver uma subida dos custos, preços e dos salários».
Vítor Constâncio disse ainda ser positivo para a economia nacional que se faça «um esforço adicional» dirigido para a produção de bens transaccionáveis e para a exportação.
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