Início Separador Opinião Separador Política Separador Sociedade Separador Economia Separador Internacional Separador Cultura Separador Desporto Separador Tecnologia Separador Vida
FaceBook Twitter RSS 2.0 Pesquisar
 
 
 
 
Diminuit textoAumentar texto
Combustíveis
Manuel Pinho afasta diminuição de impostos para minimizar problemas
O ministro da Economia, Manuel Pinho, assegurou hoje, em Bruxelas, que não estão previstas medidas fiscais para contrariar o aumento do preço dos combustíveis, contrariando propostas nesse sentido feitas nos últimos dias
 
Ver artigoVer relacionadosVer comunidade

«Não estão previstas nenhumas medidas fiscais», disse Manuel Pinho à entrada de uma reunião dos ministros responsáveis pela competitividade dos 27, onde a questão dos problemas criados com o aumento do preço dos combustíveis será debatido a pedido de Portugal.

A presidência eslovena da União Europeia aceitou o pedido do ministro português para que os 27 debatam hoje os problemas colocados com o aumento do preço dos combustíveis.

O ministro português deverá fazer uma exposição sobre a matéria na reunião prevista há vários meses dos ministros responsáveis pela Competitividade dos 27 e os restantes responsáveis europeus poderão reagir se assim o entenderem, disse à Lusa fonte da presidência eslovena.

A intervenção será feita na parte da reunião dedicada aos «pontos diversos», mas a introdução «à última hora» do tema não irá permitir que haja documentos para analisar ou que sejam tomadas decisões ou apresentadas conclusões sobre a matéria.

«O que me limitei a fazer é a lançar este debate a nível europeu porque acho que é o local correcto para olharmos para esta questão», disse Manuel Pinho à entrada da reunião.

A Comissão Europeia manifestou terça-feira ter «dúvidas» sobre a viabilidade de uma proposta feita pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de redução do IVA sobre os combustíveis, alertando contra a possibilidade de se enviar um «mau sinal» aos países produtores de petróleo.

Segundo o executivo comunitário, «alterar a fiscalidade dos carburantes para combater a alta do preço do petróleo enviaria um muito mau sinal aos países produtores».

«Porque é a mesma coisa de lhes estar a dizer que podem aumentar o preço do petróleo e que isso será pago pelos impostos dos cidadãos. Isso é uma mensagem que não devemos passar», disse um porta-voz comunitário.

Os partidos da oposição em Portugal têm reclamado uma diminuição da fiscalidade sobre os combustíveis para compensar a alta de preços do petróleo.

Na intervenção que fez quarta-feira na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos reafirmou que o governo não tem intenção de baixar outros impostos, para além do já anunciado IVA (taxa normal baixa de 21 para 20 por cento a partir de Julho), dando a entender que não está a pensar em mexer no ISP.

«Não aceitaremos (...), na actual situação das finanças públicas, propostas de reduções adicionais de impostos», afirmou o governante.

(Actualizada)

Lusa/SOL

Relacionados


 

 
 
 
© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Ficha Técnica. Regras de acesso. Contactos. Publicidade. Mantido por webmaster@sol.pt