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Espanha
Manifestantes em Madrid afirmam que nova lei apenas aumentará número de abortos
Os organizadores de uma manifestação, hoje em Madrid (Espanha), contra uma proposta de reforma da lei do aborto, exigem a retirada imediata do projecto de lei que consideram contribuir apenas para aumentar o número de abortos
 
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O manifesto que será lido na manifestação, que os organizadores esperam leve centenas de milhares de pessoas ao centro de Madrid, acusa ainda o executivo de pretender, com a lei «desproteger totalmente o filho não nascido».

«Com a nova lei anunciara privar-se-á a mulher do seu direito à maternidade, não se fará nada para evitar abortos e aumentará quantitativamente o imenso fracasso que é sempre um aborto provocado», refere o manifesto.

«Além disso a nova lei do aborto pretende impor com cariz obrigatório em todos os serviços e centros sanitários e educativos a ideologia de género e a sua visão da sexualidade da pessoa», sublinha.

A manifestação de hoje, que decorre sob o lema «Cada vida conta» é o ponto alto de uma intensa campanha que está a ser levada a cabo pela Igreja Católica e pela ala mais conservadora da sociedade espanhola contra a proposta reforma do aborto.

As organizações conservadoras contestam duramente a proposta, considerando que é «radicalmente injusta e insolidária» e que «contraria a dignidade do ser humano».

Além da retirada imediata do projecto-lei os manifestantes querem «o impulso e promoção» de uma rede solidária de apoio a mulheres grávidas; a «potenciação e agilização da adopção nacional» e modelos jurídicos que «protejam sempre o não nascido como qualquer outro ser humano».

Promover uma pedagogia de «cultura da vida» e proteger o direito à maternidade, «considerando todo o aborto como um imenso fracasso», são outras das exigências do manifesto.

Mais de 40 organizações estarão representadas no protesto de hoje - não há formalmente nenhum partido ou grupo religioso registado -, sendo que se espera a presente de líderes católicos e de pelo menos 30 dirigentes do Partido Popular (PP), incluindo José Maria Aznar, Jaime Mayor Oreja e Ana Mato.

Lusa / SOL



 

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