Este é um congresso encarado com expectativa, uma vez que pode ser aprovada a possibilidade de listas concorrerem, no futuro, aos principais órgãos do MPLA. Outro dos temas fortes neste encontro é a «tolerância zero à corrupção» nas entidades públicas defendida há semanas por José Eduardo dos Santos.
Além disso, este encontro dos militantes do MPLA vai centrar a sua actividade na definição final do modelo constitucional a apresentar ao parlamento no próximo ano. Um tema que foi abordado pelo presidente do partido, ainda que sobre outra perspectiva, logo no discurso de abertura. José Eduardo dos Santos deixou uma mensagem aos congressistas onde sublinhou a existência de liberdade de discussão e a possibilidade de crítica construtiva.
Uma referência com significado, uma vez que, nas últimas semanas, Marcolino Moco (ex-primeiro-ministro angolano nos anos 90 e antigo secretário-geral do MPLA) tem criticado de forma pública, na imprensa privada, a forma como têm sido discutidas as alterações à constituição de Angola.
O presidente do MPLA sublinhou, nas primeiras palavras que dirigiu aos congressistas, que as classes mais desfavorecidas continuam a ser uma das principais prioridades do partido. Eduardo dos Santos referiu ainda que o MPLA faz parte da família da esquerda democrática onde se defendem valores como a solidariedade e a igualdade de oportunidades. Apesar disso, reconheceu que o partido tem sofrido evoluções, mas essas são, disse, mudanças que reflectem a evolução da sociedade angolana nos campos político, económico, social e cultural.
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