«Não devemos usar sistematicamente os aparelhos para todos os passageiros em todas as ligações aéreas. Podemos escolher certos voos e inspeccionar [com scanners] os seus passageiros e, talvez, uma parte de outros viajantes», declarou na quinta-feira ao jornal económico Financial Times Deutschland.
«Se a protecção da vida privada está garantida, se os direitos à protecção de dados são respeitados e se os aparelhos permitem um controlo mais eficaz», Gilles de Kerchove defende «uma decisão rápida» sobre o uso específico de scanners corporais, considerando «desejável» que a Comissão Europeia apresente uma proposta.
A presidência espanhola da União Europeia, sustentada por peritos da aviação dos países europeus, já se manifestou a favor de uma posição conjunta sobre o uso daqueles equipamentos.
A Holanda e o Reino Unido decidiram munir-se de scanners corporais nos seus aeroportos, mas a Alemanha e a Espanha estão mais renitentes.
Já a França e a Itália preparam-se para usar, a título experimental, os aparelhos em alguns dos seus aeroportos.
O uso de scanners corporais nos aeroportos foi uma das medidas preconizadas pelos Estados Unidos na sequência do atentado abortado, no dia de Natal, num avião de uma companhia norte-americana que fazia a ligação entre Amesterdão (Holanda) e Detroit (EUA).
Lusa / SOL