O Presidente iraniano afirmou na Assembleia Geral da ONU que o seu país não vai ceder à pressão internacional que exige o fim da programa de enriquecimento de urânio.
Discursando na terça-feira em Nova Iorque, Ahmadinejad criticou o Reino Unido, os EUA e a própria ONU. Disse que o Conselho de Segurança das Nações Unidas é um «instrumento de ameaça e coação», e acusou os EUA e o Reino Unido de serem « juíz, procurador e júri», utilizando o direito de veto em prol dos seus interesses.
«Que orgãos da ONU vigiam as suas actividades?» - lançou o presidente, em jeito de pergunta retórica - «Poderá um conselho castigar as violações dos seus próprios membros? Como pode isto acontecer algum dia?»
Ahmadinejad falou ainda da situação no Médio Oriente, acusando os países ocidentais de permitirem a repetição de situações análogas à do Líbano e condenou a ocupação americana do Iraque, dizendo que os americanos «ocupam a pátria dos outros a milhares de quilómetros das suas fronteiras, imiscuem-se nos seus assuntos, controlam o seu petróleo e suas rotas estratégicas».
O discurso ocorreu num momento de impasse das negociações sobre o processo nuclear iraniano no âmbito da ONU. As seis potências envolvidas directamente nas negociações (Reino Unido, Rússia, China, Alemanha, Estados Unidos e França) não decidiram até agora se as sanções - que Bush exige -serão aplicadas de imediato.
O prazo da ONU para o fim das actividades de enriquecimento de urânio expirou no dia 31 de Agosto.
DG
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