A revelação foi feita pela televisão estatal e partiu do comandante da unidade de mísseis da Guarda Revolucionária (Pasdaran), general Mahmud Chaharbaghi.
A alta patente militar não identificou as bases ou os inimigos em causa, nem empregou jamais a palavra 'mísseis' (com sistemas de orientação), insistindo sempre nos 'foguetões' (rockets), que não possuem aquele sistema.
A agência semi-oficial Fars, citando o general, garantiu que o sistema de radar anti-míssil iraniano cobre a região do Golfo Pérsico e a totalidade da fronteira com o vizinho Irão.
A mesma fonte adiantou que foguetões com um raio de acção de 250 quilómetros vão ser em breve entregues aos Pasdaran.
Chaharbaghi também nunca mencionou os Estados Unidos, ou Israel, deixando entender que, no primeiro caso, estão na mira as bases do Golfo Pérsico onde se encontram 40.000 militares e outras no Médio Oriente com mais 20.000, sem esquecer os 160.000 destacados no Iraque e 25.000 estacionados em países vizinhos do Irão.
Mas, a semana passada, um general da Força Aérea iraniana admitiu haver planos para bombardear Israel se o país for atacado.
Outro alto responsável castrense avisou há um mês que as bases norte-americanas na região serão igualmente bombardeadas «legitimamente» havendo um acto de hostilidade da parte de Washington.
Do arsenal dado a conhecer pelo Irão fazem ainda parte sofisticados torpedos perfurantes de cascos blindados nomeadamente de porta-aviões, planadores não tripulados e caça-bombardeiros de fabrico local.
O míssil Shahab-3 foi melhorado para ter um raio de acção de 2.000 quilómetros, que lhe permite atingir Israel com ogivas nucleares.
Lusa/SOL