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Barreiro
Câmara perde candidatura ao QREN por atraso de 12 minutos na entrega
A Câmara do Barreiro admitiu hoje ter perdido a oportunidade de concorrer a apoios comunitários para valorização das frentes ribeirinhas e marítimas devido a um atraso de 12 minutos na candidatura, situação criticada pela oposição
 
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O vereador do PSD na autarquia do Barreiro, Bruno Vitorino, questionou, durante a reunião pública do executivo camarário, por que razão a cidade não foi contemplada com verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) para a Valorização das Frentes Ribeirinhas e Marítimas.

«O QREN é a última oportunidade para se recuperar algum atraso em relação à média comunitária, é um elemento que não deve ser descurado. Porque é que o Barreiro não aproveitou o eixo de Valorização das Frentes Ribeirinhas e Marítimas, ao contrário de outras autarquias aqui bem perto de nós?», questionou o autarca social-democrata, que considerou que a verba de 3,5 milhões de euros (valor máximo de financiamento) «não pode ser considerada displicente».

Em resposta, o presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto (PCP), explicou que a candidatura do município não foi considerada porque entrou com 12 minutos de atraso em relação ao prazo definido.

«A candidatura entrou com 12 minutos de atraso e não foi considerada. Este facto já aconteceu com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional [CCDR] e a autarquia do Seixal, também por minutos», referiu.

Carlos Humberto explicou que a candidatura era superior aos 3,5 milhões de financiamento e sublinhou que a autarquia está a preparar candidaturas idênticas para outros programas dentro do mesmo eixo do QREN ou para uma possível segunda fase.

A vereadora do PS, Sofia Cabral, considerou que a situação é grave e exigiu que fossem averiguados os motivos dos 12 minutos de atraso.

«As candidaturas têm prazo, o município sabe e se não entregou por minutos é grave. São montantes que o Barreiro necessitava. Quantas mais candidaturas melhor, mas não aceito que se tenha entregado com 12 minutos de atraso, tem que se averiguar o que aconteceu», salientou.

Bruno Vitorino referiu que é necessário «responsabilidade e profissionalismo», defendendo que a culpa «não pode morrer solteira».

Carlos Humberto reconheceu que existem responsabilidades «políticas e técnicas» no processo.

«Em último recurso a responsabilidade é do presidente e eu assumo. Neste processo intervieram vários serviços e pessoas e já falámos com algumas. É lógico que fico preocupado, perdemos uma oportunidade importante», reconheceu.

Lusa/SOL



 

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