«O PSD e os açorianos estão satisfeitos com a aprovação do Estatuto e sobretudo estou satisfeitíssima com o facto de os nossos dois deputados terem garantido a maioria qualificada da aprovação do Estatuto», sustentou Berta Cabral aos jornalistas.
Segundo a líder regional do PSD, Mota Amaral e Joaquim Ponte fizeram a diferença nesta aprovação, uma vez que foram os únicos deputados sociais-democratas que votaram favoravelmente o documento.
«Ao contrário do que se possa pensar foi uma grande oportunidade para o PSD/Açores afirmar desde logo e à partida com esta liderança que os Açores estão primeiro porque entre uma escolha de qualquer partido e inclusivamente o PSD nacional nós escolhemos sempre a região», sustentou Berta Cabral.
Numa reacção à aprovação do diploma, o presidente do Governo regional e líder do PS/Açores, Carlos César, considerou que a posição do PSD na Assembleia da República foi uma «vergonha e uma humilhação» para o PSD/Açores.
«Se vamos falar em vergonha houve duas abstenções do PS, portanto a influência do nosso presidente a nível nacional também não é grande», apontou a presidente do PSD/Açores.
A revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores foi hoje confirmada pelas bancadas parlamentares do PS, PCP, CDS-PP, BE e Verdes e com a abstenção do PSD, sem dois terços dos votos.
A ausência de dois deputados do PS, a abstenção das duas deputadas independentes da bancada socialista, Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda, e ainda do ex-deputado do CDS-PP e agora não inscrito José Paulo de Carvalho retiraram cinco votos à maioria que aprovou o diploma, que somou assim 152 deputados.
A maioria de dois terços corresponde a 154 dos 230 deputados.
Lusa/SOL