O Bloco de Esquerda justifica a exclusão de Joana Amaral Dias da lista da próxima Mesa Nacional, por a ex-deputada ter participado pouco nos trabalhos deste órgão alargado de direcção.
«A presença de Joana Amaral Dias na Mesa Nacional no último mandato, por razões pessoais, e que respeitamos, foi menor que anteriormente», justificou o dirigente Jorge Costa.
«Procuramos ter a Mesa Nacional composta de miitantes activos nos combates em que o Bloco esta envolvido», acrescentou, em declarações ao SOL, à margem dos trabalhos da VI Convenção do BE.
Joana Amaral Dias, nos últimos dois anos, compareceu pouco aos trabalhos da Mesa Nacional, cujos 80 membros se reúnem em média de dois em dois meses, além de ter tido pouco envolvimento nas actividades partidárias, explicaram fontes do BE. Em contrapartida, tem tido uma presença regular nas televisões e em colunas de jornais, como comentadora política.
«Valorizamos muito a intervenção da Joana Amaral Dias nas suas tomadas de posição públicas», afirmou Jorge Costa.
A exclusão da ex-deputada foi conhecida durante a tarde, com a divulgação das propostas de lista da Mesa Nacional. Em declarações à agência Lusa, a até agora dirigente manifestou-se «surpreendida» com a exclusão.
Joana Amaral Dias foi mandatária para a juventude da candidatura presidencial de Mário Soares, em 2006, contra a orientação do BE, que teve Francisco Louçã como candidato a Belém.
No ano seguinte, Joana Amaral Dias foi ainda assim reconduzida na Mesa Nacional, durante a V Convenção do BE.
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