“Eu reconheço o seu mérito e acredito que o presidente da Câmara tenha imensa vontade de fazer coisas, mas como ele não é um executivo, é mais um político, faz com que as coisas não estejam organizadas de modo a que façam sentido”, afirmou Leonor Coutinho, sublinhando que António Capucho “é um líder distante e que não estabelece um entendimento com os vereadores”.
Além disso, a candidata socialista considera que “o actual executivo vive muito de um disurso em relação ao passado e não daquilo que fazem de facto”.
“As melhores obras que estão a ser feitas, como o Hospital e as novas estradas, são do Governo. Aquilo que cabe ao município fazer está a ser deixado para trás”, acrescentou.
No entanto, Leonor Coutinho admitu que “o actual executivo é muito forte” e que vencer as eleições é “um desafio difícil, mas que não é impossível”.
A antiga secretária de Estado da Habitação e Comunicações confessou que não aceitou de imediato o convite do PS concelhio, liderado por Alípio Magalhães, e que precisou do apoio da família e dos amigos para avançar com a sua candidatura.
“Tenho consciência que é um desafio muito difícil, mas eu até sou uma pessoa que gosto de desafios e de aprender”, disse.
Além disso, reconhece que o facto de não morar no concelho pode ser uma desvantagem, mas garante conhecer muito bem as pessoas de Cascais, um sítio que frequenta “há muitos anos”.
“Sou uma pessoa metropolitana e conheço muito bem a realidade de Cascais, que me diz respeito e quero abraçar”, referiu.
Em entrevista à agência Lusa, a cabeça de lista do PS adiantou que o seu programa vai “centrar-se fundamentalmente em três factores principais que se ligam entre si”: turismo, saúde e desporto.
Para o turismo, que “não se resume só a hotéis e restaurantes”, a candidata vai propor mais actividades lúdicos, com a “dinamização de eventos que possam atrair as pessoas”.
Na área da saúde, Leonor Coutinho defendeu a criação de um pólo de serviços de saúde junto ao novo Hospital de Cascais. Quanto ao desporto, a cabeça de lista focou o exemplo “vergonhoso” da realização em Oeiras do torneio de ténis Estoril Open.
Leonor Coutinho referiu ainda a importância dos espaços verdes, reconhecendo que a empresa municipal EMAC “tem feito um bom trabalho”, mas que se se resume a espaços muitos pequenos.
Além disso, outra das novidades do seu programa é a existência de um “orçamento participativo”, que se traduz numa “percentagem do orçamento que vai ser dedicada a projectos propostos pelas pessoas, para melhorar, por exemplo, o sítio onde vivem”.
“O que nós pretendemos, neste momento de crise, é ter um olhar mais próximo e mais solidário com as pessoas, tentar não se ignorar as situações que afectam o dia-a-dia e ajudar a prespectivar um futuro melhor”, concluiu.
Para enfrentar a acutal coligação PSD-CDS/PP, liderada por António Capucho, a candidata socialista avançou com o nome de João Proença para liderar a lista à assembleia municipal e João Cravinho como mandatário.
Lusa/SOL
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