Uma das situações detectadas tem que ver com o facto de o contrato de aquisição dos submarinos prever uma cláusula que permitiu aos alemães receberem 197,2 milhões de euros antes mesmo de o referido contrato estar em vigor.
Trata-se uma cláusula que não tem paralelo noutros contratos de compra de equipamento militar, que o SOL consultou, feitos nos últimos anos por Portugal, confirmando, assim, que os alemães do GSC conseguiram condições de excepção no contrato dos submarinos.
Especialistas ouvidos pelo MP apontam ainda os projectos de contrapartidas para os Estaleiros de Viana do Castelo avaliados em 600 milhões de euros – e negociados pelo próprio Paulo Portas, segundo dizem os representantes do GSC – como aqueles que maiores dúvidas levantaram.
graça.rosendo@sol.pt