«Como é que eu soube?. Pela mesma via que julgo que souberam os portugueses, a ser verdade o que a comunicação social transmitiu. No caso concreto, soube pela mesma estação, a SIC Notícias, na qual [eu] disse isso. Não fui eu que inventei. Essa informação foi transmitida publicamente», justificou Santos Silva, após a entrevista de sexta-feira ao mesmo canal:
O ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas no decurso das cerimónias, no Forte do Bom Sucesso, Lisboa, que assinalaram o 91/o aniversário do Armísticio de 1918 e o 86/o aniversário da Liga dos Combatentes.
Augusto Santos Silva revelou sexta-feira, durante uma entrevista à SIC Notícias, que o primeiro-ministro, José Sócrates, foi alvo de escutas durante quatro meses e que o conteúdo das conversas enche 52 cassetes, um facto da investigação Face Oculta, em segredo de justiça, que alguma comunicação social garante que era desconhecido até agora.
Nas declarações à SIC Notícias, Santos Silva considerou ainda que as escutas ao primeiro-ministro, José Sócrates, foram feitas «em flagrantíssima violação da lei».
Quanto às acusações de que declarações de membros do Governo sobre as escutas a José Sócrates configuram «pressões» sobre os investigadores, Santos Silva desdramatizou a questão, sublinhando que «todos os que estão familiarizados com o modo como funciona a democracia percebem que a democracia portuguesa é uma democracia madura e estabilizada».
Santos Silva esteve acompanhado nas cerimónias pelo secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, e pelos principais chefes das Forças Armadas, incluindo o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Valença Pinto.
Lusa / SOL