Interrogado sobre como se pode pensar em recuperação económica com um défice de oito por cento, o chefe de Estado manifestou-se confiante quanto à concretização desse ‘imperativo’.
«Eu penso que apesar do problema que acabou de referir será possível mobilizar os cidadãos para a recuperação económica», sustentou, enfatizando a necessidade de Portugal conseguir recuperar.
«Temos de conseguir a recuperação económica, porque é sabido que uma das condições para criar emprego é o crescimento económico, geralmente entre um e dois por cento», adiantou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas em São João da Madeira, no final de uma visita ao Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado, realizada no âmbito da primeira jornada do Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras.
Desta forma, acrescentou o chefe de Estado, é imperativa uma «mobilização geral no país» para a recuperação económica e uma «aposta forte na inovação», já que a recuperação faz-se em boa parte através do aumento das exportações.
«Temos que ser produtivos e competitivos», insistiu, considerando que o contributo para esse desígnio pode ser dado não só pelas grandes metrópoles, mas também pelas comunidades locais.
«Eu acredito que muita da ajuda pode vir das comunidades locais. O poder local pode desempenhar aí um papel, uma identificação de recursos próprios que podem não estar eventualmente bem utilizados», declarou.
Lusa / SOL