Caso seja aceite, a organização destes deputados num grupo municipal autónomo do PS terá como consequência a elevação do PSD a maior grupo municipal representado na Assembleia.
«Nós somos alheios a isso. É uma consequência directa do acordo que fizemos com o PS», afirmou Helena Roseta quando confrontada com o maior número de deputados que o PSD passará a ter.
«Nós somos independentes, foi como independentes que estivemos na campanha eleitoral, e fomos eleitos como independentes», sublinhou.
O acordo que os CPL estabeleceram com o PS já previa esta possibilidade, ao referir que «as listas resultantes do acordo coligatório não constituem uma individualidade distinta do partido e movimento que as integram, os quais continuarão a organizar-se de forma autónoma findas as eleições».
No acordo, estão também previstas as situações de «convergência de posições e votações»: instrumentos de gestão municipal, como planos de actividades e de investimentos, orçamentos, contas, plano director municipal e planos ou documentos estratégicos de âmbito global ou sectorial, regulamentos e tomadas de posição relativas a decisões da administração central que afectem a cidade de Lisboa.
Caso não seja permitida, pela mesa da Assembleia, a constituição como grupo municipal, os CPL não integrarão o grupo municipal do PS, garante Helena Roseta. «Continuamos como independentes e não fazemos parte do grupo municipal do PS», declarou.
Foram eleitos na Assembleia Municipal, enquanto independentes, indicados pelos CPL, Maria do Céu Guerra, Filipe Mário Lopes, Paula Cristina Coelho Marques Barbosa Correia, José Alberto Ferreira Franco e Ana Sofia Pedroso Lopes Antunes.
Estes deputados já pediram que lhes seja «mantido o estatuto de independente no exercício das suas funções como Deputados Municipais, nomeadamente, para efeitos de deliberações e contagem de votos», anunciaram hoje os CPL, em comunicado.
Lusa / SOL