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Paulo Portas confronta primeiro-ministro com «terramoto social» do desemprego
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, confrontou hoje o primeiro-ministro com o aumento do desemprego em Portugal, ironizando que os 10,2 por cento de desempregados configuram um «terramoto social à escala de José Sócrates»
 
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No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Paulo Portas acusou José Sócrates de ignorar o desemprego que, de acordo com o Eurostat atingiu os 10,2 por cento, e exigiu medidas de apoio aos casais desempregados e aos mais velhos em risco de ficar sem emprego e sem subsídio.

«Em cada 100 jovens, 20 não encontram emprego. O desemprego em Portugal é um terramoto social de 10,2 à escala de José Sócrates. Como é que é possível ter dito que a sua política estava a funcionar?», questionou.

O primeiro-ministro, José Sócrates, frisou que a subida do desemprego em Portugal é «igual à subida do desemprego em toda a Europa», na sequência de uma «crise séria», e disse que a criação de emprego «é a prioridade das prioridades».

Instado pelo primeiro-ministro, Paulo Portas disse ser favorável ao aumento do salário mínimo nacional para 475 euros hoje anunciado, mas desvalorizou o impacto de uma das medidas destinadas às empresas.

«A medida que anunciou sobre a taxa social relativa ao salário mínimo poupa às empresas 4,75 euros por trabalhador. Deve ser assim que o senhor dá a volta à crise», ironizou Paulo Portas.

O líder do CDS-PP considerou que o Governo «só acerta quando rectifica», indicando as medidas que o Governo tomou e que, disse, o CDS já tinha exigido: «O PRODER afinal falhou. PP 1 - Governo 0. A avaliação dos professores afinal deve ter um único relatório e deve ser feita pelo conselho pedagógico. PP 2 - Governo zero», exemplificou, reclamando os méritos para o CDS-PP.

Por responder ficou uma pergunta sobre o BPN. «A CGD já meteu três mil e quinhentos milhões de euros no BPN e vai meter ainda mais. Mantém a versão que a nacionalização não custou nada ao contribuinte?», questionou.

Portas questionou ainda «como é que é possível» que, depois de o Estado ter autorizado o lançamento de papel comercial da SLN vendida nos balcões do BPN, os clientes que aplicaram assim as suas poupanças tenham sido afinal penalizados.

Lusa / SOL



 

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