A questão do negócio entre a PT e a TVI foi introduzida no debate quinzenal com o primeiro-ministro pelo líder do BE, que questionou José Sócrates sobre se terá sido «económico com a verdade» em relação a este caso.
«Não me julgue à própria medida», respondeu prontamente o primeiro-ministro, recordando a propósito do negócio entre a PT e a TVI que o Governo apresentou na anterior legislatura um diploma, que foi depois vetado pelo Presidente da República, para a evitar a concentração dos media.
«Não tenho nada mais a dizer do que reafirmar o que disse no Parlamento. Nunca a PT me informou nas suas intenções, nem eu nunca transmiti à PT nenhuma orientação, nem eu, nem o Governo, nem nenhum ministro, a propósito de qualquer negócio na área da comunicação social», reafirmou José Sócrates.
Na réplica, Francisco Louçã sublinhou que um primeiro-ministro «não varia de versão de dia para dia», lembrando que José Sócrates primeiro disse «não sei disso» e, agora, «vem dizer que não sabia disso oficialmente».
«Não tenho nada mais a dizer do que aquilo que disse no Parlamento», insistiu o primeiro-ministro, recordando, contudo, que notícias sobre intenções da PT a propósito de compra de estações de televisão vinham nos jornais há pelo menos mais de um ano e meio.
«O senhor deputado quer-me perguntar se eu algum dia comentei seja com quem for notícias ou rumores? Não respondo a essas perguntas», acrescentou José Sócrates, reiterando apenas que «nunca o Governo foi informado pela PT da sua intenção de ter algum negócio», nem o executivo alguma vez «deu orientações à PT para desenvolver fosse o que fosse».
«É isso que interessa, nada mais», salientou.
Lusa / SOL