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Rui Machete
Congresso extraordinário e directas do PSD deverão realizar-se em Março
O presidente da Mesa do Conselho Nacional do PSD, Rui Machete, disse hoje que o congresso extraordinário pedido por 2500 militantes e as eleições directas para a liderança do partido deverão realizar-se em Março
 
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Rui Machete falava no final de uma reunião com representantes de 17 das 19 distritais do PSD, na sede nacional do partido, em Lisboa.

«Conversou-se sobre a data da escolha das directas, que se espera que seja o mais rapidamente possível - mas, de qualquer forma, até ao final de Março -, e a realização do congresso extraordinário, que será antes», disse o presidente da Mesa do Conselho Nacional do PSD aos jornalistas.

Rui Machete defendeu que, dada a situação do país, o PSD precisa de eleger em breve o seu novo presidente: «Precisamos de não sermos apanhados descalços, numa situação do país que é grave».

A convocação de um congresso extraordinário mantém-se como o primeiro ponto da ordem de trabalhos da reunião de sexta feira do Conselho Nacional do PSD, seguindo-se a marcação das directas, acrescentou Rui Machete.

De acordo com os estatutos do PSD, a realização de um congresso extraordinário «não pode ir a votação» na reunião do Conselho Nacional e o que está em causa «é uma questão de datas», referiu.

Por sua vez, o presidente da distrital de Lisboa do PSD, porta-voz da delegação que hoje se reuniu com Rui Machete, confirmou ter tido a indicação de que as directas se deverão realizar em Março.

«Quanto àquilo que era o nosso grande objectivo, que era garantirmos que a questão da liderança do PSD esteja resolvida até ao final do mês de Março, temos fortíssimas expectativas de que se venha a realizar», disse Carlos Carreiras.

O presidente da distrital de Lisboa adiantou que haverá uma nova reunião desta delegação com Rui Machete para resolver «assuntos pendentes», que não quis precisar.

De acordo com o presidente da distrital de Braga, Virgílio Costa, que também esteve presente na reunião de hoje, apenas as distritais de Évora e de Santarém não subscrevem a posição defendida por esta delegação.

Lusa / SOL



 

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