Santana Lopes conseguiu o congresso extraordinário. Mas não teve o congresso que desejava. O grande impulsionador do XXXII Congrresso do PSD, que este fim-de-semana esteve reunido em Mafra,conseguiu ficar associado ao feito inédito de levar à reunião magna do PSD ex-líderes do partido que há muito não se viam nos congressos sociais-democratas. De Marcelo Rebelo de Sousa a Marques Mendes, passando por Luís Filipe Menezes. E todos eles subiram ao palco para falaer.
Mas Santana foi derrotado em quase toda a linha nas propostas que apresentou para alterar os estatutos do partido - um dos seus principais objectivos para este congresso.
O ex-líder dos sociais-democratas queria a realização das directas para eleger o presidente a decorrer durante o congresso e propunha uma segunda volta no caso de ninguém obter uma maioria absoluta logo à primeira.Mas nenhuma destas propostas obteve o apoio necessário dos congressistas.
E Santana ainda acaba por sair deste congresso conotado com a 'lei da rolha', como já é conhecida a decisão hoje aprovada de considerar uma infracção grave as críticas de militantes do PSD dirigidas ao seu líder nos sessenta dias anteriores à realização de actos eleitorais, e que podem ser punidas com a suspensão ou mesmo a expulsão dos autores. Uma medida que, aliás, já suscitou críticas de todos os candidatos à sucessão de Manuela Ferreira Leite mas também de outros sociais-democratas.
sofia.rainho@sol.pt
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