A posição dos socialistas foi transmitida em conferência de imprensa por Vitalino Canas, depois de o Congresso do PSD ter aprovado uma alteração estatutária (proposta por Pedro Santana Lopes) que pune com a suspensão de membro do partido até dois anos ou com a expulsão os militantes que violem o dever de lealdade para com o programa, estatutos, diretrizes e regulamentos desta força política, especialmente se o fizerem nos 60 dias anteriores a eleições.
«Fiquei incrédulo e estupefacto quando tomei conhecimento dessa alteração estatutária. A confirmar-se essa alteração estatutária, quase 36 anos após o 25 de abril de 1974, estaremos perante uma verdadeira lei da rolha, uma lei estalinista implementada por um partido democrático», afirmou Vitalino Canas.
Para este membro do Secretariado Nacional do PS, a alteração estatutária dos sociais democratas «é insólita» e «é possível que nem sequer exista em outros partidos».
«No PS não existe isso, nem existirá e, se alguém quisesse que existisse, muitos de nós lutaríamos contra uma norma estatutária com essa natureza», referiu.
Depois, Vitalino Canas citou uma acusação feita na anterior legislatura pelo candidato a líder do PSD Paulo Rangel sobre a existência de um clima de «claustrofobia democrática» em Portugal.
«Nos últimos tempos o PSD tem vindo a sustentar que há claustrofobia democrática. Mas afinal a claustrofobia democrática existe dentro do PSD e não do país», afirmou.
Lusa / SOL
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