O documento, a que o SOL teve acesso, dá conta que o aeroporto da Ota atingirá a capacidade máxima em 2030, ou seja, estará saturado em apenas 13 anos, já que a inauguração está prevista para 2017.
Segundo o estudo da NAV, cuja mais recente versão data de Janeiro, não será possível efectuar aterragens e descolagens em simultâneo, ainda que o aeroporto tenha duas pistas, e o máximo permitido é de 70 aviões por hora, contra os 80 desejados pelo governo.
A somar às perspectivas de rápida saturação está ainda o facto do espaço aéreo destinado à Ota colidir com os corredores aéreos da base da Força Aérea de Monte Real.
Entretanto, os ministros das Obras Públicas e da Defesa encomendaram novos estudos à NAV, «e forma a conciliar os interesses da Ota com a operacionalidade de Monte Real».
Esta semana, o Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou que a União Europeia exige estudos de «custo-benefício» para projectos como o da Ota. No entanto, Cavaco Silva escusou-se a fazer comentários sobre a localização do novo aeroporto na Ota, por considerar que se trata de «uma decisão técnica».
SOL
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