«A Câmara Municipal de Montijo tem vindo, desde 1998, a pronunciar-se favoravelmente à construção do novo aeroporto na Ota e desfavorável às soluções propostas para a margem sul do Tejo», defendeu a presidente em comunicado.
Maria Amélia Antunes sustenta que as diversas localizações sugeridas no passado (Alcochete, Montijo e Rio Frio) ou no presente (Faias ou Poceirão) são importantes pólos ecológicos e económicos da região.
«As Reservas Naturais dos Estuários do Tejo e do Sado, a enorme mancha de montado de sobro existente na região, as áreas agrícolas protegidas, constituídas pela Reserva Agrícola Nacional, Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000 são razões mais do que suficientes para rejeitarmos a construção do novo aeroporto nos diversos locais apontados para a margem sul do Tejo», salientou.
A presidente da Câmara explica que, por exemplo, a localidade de Faias é a mais rica do concelho na captação de água, conseguindo cerca de 60 litros por segundo.
A autarca lembra que no relatório da consulta pública ao estudo de impacte ambiental referente ao «Novo Aeroporto de Lisboa», feito em Maio de 1999, a maioria das associações ecologistas pronunciou-se contra a localização do novo aeroporto em Rio Frio e a favor da solução Ota.
«Os diversos estudos elaborados permitiram ao governo, em 1999, avançar com a decisão de construir o novo aeroporto na OTA, uma decisão corroborada por governos do PS e do PSD», refere.
Maria Amélia Antunes garante que a Câmara vai apoiar a intenção do Governo em construir o aeroporto na Ota, numa decisão que «já teve a concordância de Bruxelas, que pagou oito milhões de euros pela elaboração dos estudos sobre o empreendimento».
«Perante os estudos elaborados por entidades credíveis que apontam a Ota como a melhor solução para Portugal, não é muito sensato embarcar em soluções peregrinas de última hora, soluções propostas por técnicos que podiam ter apresentado esses estudos desde 1999 e não o fizeram», acrescentou.
Maria Amélia Antunes acredita nas potencialidades da engenharia portuguesa para contornar os problemas físicos criados pela geografia da Ota.
«Estou confiante nos estudos elaborados por entidades credíveis e confiante no Governo português. A Câmara do Montijo acredita que a Ota, mesmo comportando riscos e possuindo pontos fracos, é, apesar de tudo, uma boa solução e a melhor solução para Portugal e para os portugueses», concluiu o documento.
Lusa/SOL