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Novo aeroporto
Almeida Santos defende ministro das Obras Públicas
O presidente do PS invoca perigos de segurança para a localização de um aeroporto na margem sul do Tejo, advertindo que uma ponte dinamitada poderá desligar o Sul do Norte do País
 
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«Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País», declarou Almeida Santos no final da reunião da Comissão Nacional do PS.

Em declarações aos jornalistas, Almeida Santos disse desconhecer as afirmações proferidas pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, que afastou a hipótese de o aeroporto se localizar na margem sul do Tejo por as zonas de Poceirão, Faiais e Rio Frio (as alternativas à Ota) serem um «deserto».

«Não é num deserto que se faz um aeroporto», sustentou Mário Lino.

O presidente do PS admitiu que esta declaração de Mário Lino poderá tratar-se de «um exagero, natural em política», como o próprio Almeida Santos disse ter cometido na sua vida política.

Em relação à localização do novo aeroporto, Almeida Santos afirmou que foi discutida «durante muitos anos», que «todas as soluções têm vantagens e defeitos» e que «a tese que prevaleceu, mesmo nos anteriores governos (PSD/CDS-PP) foi que seria na margem Norte».

No final da Comissão Nacional do PS, Almeida Santos comentou também a situação em que o professor de inglês e ex-deputado do PSD Fernando Charrua foi suspenso pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) por alegadamente, ter insultado o primeiro-ministro, José Sócrates, a propósito do seu processo de licenciatura.

«A liberdade de expressão e de imprensa são sagradas, sempre foram e serão sempre no futuro. Mas a lei prevê também abusos perante a liberdade de expressão e quem os comete deve ser responsabilizado», advertiu o presidente do PS, embora admitindo não saber se é o caso que se aplica ao professor Fernando Charrua.

«Não sei se o que se disse foi anedota ou não mas a lei prevê direitos e obrigações», reforçou Almeida Santos.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o presidente do PS salientou também «a unanimidade» da Comissão Nacional do partido em relação à candidatura de António Costa a presidente da Câmara de Lisboa.

«O PS teve a coragem de dedicar o seu melhor candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Sacrificar o número dois do Governo - se é caso para se falar em sacrifício - para a Câmara de Lisboa é a melhor homenagem que se pode fazer à autarquia da capital», sustentou Almeida Santos.

O presidente do PS admitiu que a aposta do partido em António Costa «tem risco mas, precisamente por isso, ainda é mais meritória».

Almeida Santos lamentou a demissão de Helena Roseta do PS para se candidatar como independente a presidente da Câmara de Lisboa, adiantando que «é um direito que tem» a presidente da Ordem dos Arquitectos.

«É sempre uma pena quando um militante abandona o partido, seja ele mais ou menos ilustre. Mas não nos podemos impressionar com isso», disse.

Em relação à candidatura independente do actual presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, o presidente do PS também a desdramatizou, dizendo tratar-se da segunda candidatura sem qualquer ligação a partidos.

Carmona Rodrigues «também tem todo o direito em apresentar-se como candidato a presidente da Câmara de Lisboa mas espero que, qualquer dia, não acabem os candidatos partidários. Os partidos são essenciais à democracia», sustentou.

Lusa / SOL

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