«Ela [a greve geral] é sem dúvida a resposta necessária a esta ofensiva antipopular e anti-social do Governo PS», afirmou Jerónimo de Sousa, acrescentando que «o país e os trabalhadores não estão condenados à aceitação resignada da inevitabilidade da política de direita».
No comício de encerramento da Festa Alentejana do PCP, em Beja, o líder comunista criticou o Governo de José Sócrates, que, acusou, nos últimos dois anos, «não podou privilégios, apenas arrancou direitos».
«Mais de dois anos a agravar os problemas do país e dos portugueses. Mais de dois anos de promessas não cumpridas», denunciou, afirmando que «com o governo do PS, Portugal é hoje um país desigual e mais injusto».
A «ofensiva sem precedentes» aos trabalhadores da Administração Pública, o «dramático agravamento» da taxa de desemprego, a «total precarização» do mercado de trabalho, a «degradação das reformas» e a «brutal ofensiva» contra o Serviço Nacional de Saúde foram alguns dos «muitos motivos» apontados por Jerónimo de Sousa «para o protesto dos trabalhadores do povo».
«Não há outro caminho, senão o caminho da luta para derrotar a política de direita e fazer recuar os seus propósitos de impor mais e mais sacrifícios aos trabalhadores e ao povo», defendeu o secretário-geral comunista.
Entre os «sacrifícios», Jerónimo de Sousa destacou «a aplicação desse conceito armadilha, essa palavra enganosa da flexigurança», que, disse «se concretizada, significaria a instalação da lei da selva no mercado de trabalho».
Neste sentido, Jerónimo de Sousa ironizou sobre a «fuga de informação da Comissão de Revisão do Código de Trabalho dada a um jornal amigo», que permitiu, sábado, aos trabalhadores portugueses «ficarem descansados» porque «não vai recomendar a eliminação do artigo da Constituição que impede os despedimentos sem justa causa».
«Só vão alargar e precisar as razões para despedimento e propor o despedimento na hora», ironizou, acrescentando: «Aqui está mais uma forte e acrescida razão para participar na greve geral do dia 30, fazer esta gente recuar e derrotar estes objectivos».
Lusa / SOL
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