Início Separador Opinião Separador Política Separador Sociedade Separador Economia Separador Internacional Separador Cultura Separador Desporto Separador Tecnologia Separador Vida
FaceBook Twitter RSS 2.0 Pesquisar
 
 
 
 
Diminuit textoAumentar texto
Aborto
CDS PP vai pedir apreciação parlamentar da regulamentação da lei
O CDS-PP anunciou hoje que vai pedir a apreciação parlamentar da regulamentação da lei do aborto, por considerar que a portaria do Governo hoje torna a legislação portuguesa «a mais radical da Europa»
 
Ver artigo

«Vimos na campanha um 'não' moderado e um 'sim' humanista, toda a gente dizia que o aborto era um mal que tinha de ser evitado», salientou o deputado do CDS-PP Luís Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

«Ao ver hoje a regulamentação do Governo vemos que o que venceu foi a radicalização. A legislação portuguesa vai ser a mais radical da Europa», criticou.

Por estas razões, o deputado democrata-cristão considera que «o Parlamento deve pronunciar-se» sobre a regulamentação hoje publicada em Diário da República, e que entra em vigor a 15 de Julho.

Mota Soares salientou, em concreto, a ausência na regulamentação de dois aspectos que tinham sido sugeridos pelo Presidente da República, Cavaco Silva, na mensagem que dirigiu à Assembleia da República depois de promulgar a lei do aborto.

«A lei proíbe que seja mostrada à mulher a ecografia. É algo de uma tremenda insensibilidade e que revela uma tremenda falta de senso por parte do Governo», criticou o deputado do CDS-PP.

Por outro lado, Mota Soares criticou que a regulamentação também tenha deixado de fora a prestação de informação às mulheres sobre as alternativas à realização do aborto, nomeadamente a adopção.

«Esta regulamentação significa não o combate ao aborto mas sim um baixar de braços, a desprotecção do valor essencial em qualquer sociedade, a vida humana», lamentou, justificando o pedido de apreciação parlamentar desta portaria.

A portaria hoje publicada determina apenas que sejam informadas na consulta prévia obrigatória, de preferência por escrito, sobre as condições de apoio que o Estado pode prestar na protecção de maternidade e paternidade.

Por outro lado, o documento agora publicado segue a sugestão de Cavaco Silva para que a mulher seja informada sobre as possíveis consequências da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) para a sua saúde física e psíquica.

Entre a informação que deve ser prestada à mulher está ainda o tempo de gravidez, os métodos de interrupção adequados ao caso concreto e esclarecimentos quanto a métodos contraceptivos.

A alteração de lei que permite a Interrupção Voluntária da Gravidez nas primeiras 10 semanas de gravidez foi publicada em Diário da República a 17 de Abril, e definia um prazo de 60 dias para o Governo a regulamentar.

A nova lei foi aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e por 21 deputados do PSD na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.

Na consulta popular, o «sim» à IVG venceu, com 59 por cento dos votos, apesar de o referendo não ter sido juridicamente vinculativo, uma vez que a abstenção foi superior a 50 por cento.

LUSA/SOL



Galeria Multimédia
 

mais galerias
 
 
 
© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Ficha Técnica. Regras de acesso. Contactos. Publicidade. Mantido por webmaster@sol.pt