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Bicicletas em Lisboa
Sá Fernandes quer duas ‘mega-ciclovias’ a percorrer a capital
Numa tertúlia em torno da utilização da bicicleta, Sá Fernandes apresentou as suas propostas de mobilidade para a capital. O candidato bloquista foi o único presente no debate
 
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Para trazer as bicicletas para o centro da cidade, Sá Fernandes propõe a criação de duas ciclovias principais que cruzem a cidade e liguem os bairros residenciais.

O candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda pretende ligar o Campo Grande à Baixa e criar uma via destinada a bicicletas que percorra toda a zona ribeirinha.

Nestas ‘mega-ciclovias’ o percurso estaria bem demarcado e sinalizado e procurar-se-ia interligar os percursos, tanto quanto possível, com o ‘corredor verde’ defendido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles. A candidatura de Sá Fernandes tem já mesmo um plano constituído por 75 km de redes cicláveis.

Outros dos pontos batalhados por Sá Fernandes foi o investimento na redução do trânsito nos bairros residenciais através da criação das chamadas ‘zonas 30’, onde a velocidade máxima permitida é reduzida através da alteração do pavimento (calçada para impedir a circulação automóvel, continuidade de passeios rebaixados que dificultem entrada de carros, instalação de lombas, entre outros meios).

Finalmente o candidato insistiu na criação de uma rede de eléctricos que abranja toda a cidade, um projecto já apresentado em câmara e já aprovado com unanimidade.

Os outros candidatos não estiveram presentes mas alguns fizeram questão de se fazer representar, o que foi o caso de Helena Roseta com Manuel João Ramos e de Ruben de Carvalho (CDU) com Carlos Moura.

O projecto comunista tem como base um estudo do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e pretende «instalar nos contínuos verdes percurso pedonais e vias cicláveis que abranjam toda a cidade».

Já o movimento ‘Cidadãos por Lisboa’ que apoia Helena Roseta, defende que o que conta é «liderar pelo exemplo», vincando o facto de nenhum político ter o hábito de utilizar a bicicleta como meio de transporte.

Como propostas concretas dizem que antes de mais é preciso a redução drástica do trânsito em Lisboa, o que poderia ser feito, por exemplo, com o aumento e alargamento das faixas destinadas aos autocarros.

Acima de tudo o movimento independente «não concorda com a segregação», afirmando que as vias destinadas unicamente a bicicletas são «folclore político».

A tertúlia foi organizada pela ‘Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta’, que apresentou ainda um projecto que poderá vir a dinamizar o uso da bicicleta na cidade.

O ‘Projecto Farol’, como é chamado pela plataforma, apresenta soluções particulares para as zonas mais problemáticas de Lisboa: Campo Grande, Avenida de República, Fontes Pereira de Melo, Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade e Baixa.

Cada zona tem as suas particularidades e respectivas propostas a aplicar, mas no geral as sugestões pendem para a utilização das faixas laterais com trânsito moderado (limitações de velocidade que possibilitem a circulação partilhada de carros com bicicletas), a criação e ampliação de faixas de autocarro partilhadas com bicicletas e devidamente sinalizadas para o efeito e finalmente a ampliação de algumas ciclovias já existentes.

susana.teodoro@sol.pt 



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