António Costa vai passar ao plano b das coligações. Os socialistas estavam a contar com a eleição de, pelo menos, sete vereadores. Nesse cenário, bastaria unir-se aos dois vereadores do PCP para obter a maioria absoluta.
Culpando a abstenção pelo resultado aquém do esperado, o PS vai agora ter que falar com todos os eleitos para a vereação. António Costa afirmou este domingo que vai conversar «com todos». «Não tenho direito a preferências», disse no Hotel Altis aos militantes que o aguardavam.
Nas conversas que irá manter nos próximos dias com os onze vereadores da oposição, o presidente da câmara eleito irá oferecer pelouros a cada um deles, averiguando a disponibilidade para formar uma coligação com o PS. Dessa forma, também será fácil a Costa saber quem é que se auto-excluirá à partida.
O cenário ideal, para o candidato socialista, era ter que se entender apenas com uma força política. O resultado de seis só o permitirá se se unir ao PSD ou a Carmona Rodrigues, que obtiveram, cada um, três mandatos. No entanto, são dois parceiros de coligação pouco desejados pelos socialistas.
Entre os dirigentes do PS, cresce a convicção que Costa deverá fazer todos os esforços para envolver a independente e ex-militante do PS, Helena Roseta, e não a deixar na oposição. Seria uma forma de o próprio PS «digerir» o resultado de Roseta, que acabou por roubar votos a Costa.
helena.pereira@sol.pt
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