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Apoiantes vieram de fora
Alandroal e Cabeceiras de Basto aplaudem Costa
Com os lisboetas de férias, PS mandou camionetas de vários pontos do país para agitar bandeiras e dar palco a Costa e Sócrates
 
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«Assim se vê a força do PS!». O slogan estranho não rimava. O grito não convenceu os restantes socialistas. E o militante, de bandeira em punho, limitou-se a agitá-la, perante o camião onde António Costa e José Sócrates acenavam a poucas centenas de pessoas. Boa vontade não faltava a este socialista, vindo do Alentejo, onde as pessoas estão mais acostumadas ao bem conhecido e eficaz «Assim se vê a força do PC!»

Com os lisboetas de férias, a máquina do PS acabou por recorrer a militantes de vários pontos do país. Não só Alandroal, mas de Cabeceiras de Bastos, Famalicão, Castro Verde e Mirandela também vieram militantes.

«Parámos em Fátima e aproveitámos para vir aqui dar um apoio. Também é preciso», explicou ao SOL um militante de Cabeceiras de Basto, do distrito de Braga. Quem organizou a excursão? Uns diziam que tinha sido a junta de freguesia, outros a estrutura do PS local. A verdade é que a partir das oito horas começaram a chegar ao Hotel Altis grupos e grupos de pessoas, que as camionetas largavam nas imediações do edifício.

Alguns dos excursionistas nem sequer sabiam bem ao que vinham, mas eram a minoria. «Quem corre por gosto não cansa», insistia Carlos Alberto, vindo de Castro Verde, no Baixo Alentejo. «Esta vitória é um voto de confiança no Governo. Isso quer dizer que as pessoas compreendem as decisões difíceis que este Governo tem tomado», afirmou ao SOL.

Enquanto os militantes de fora de Lisboa se acotovelavam na sala do rés-do-chão do hotel, o quartel-general de Costa estava montado no 13º piso. Foi aí que o candidato, José Sócrates, Vitalino Canas, José Miguel Júdice, Correia de Campos acompanharam os resultados eleitorais. Às sete horas, foi o mandatário de Costa o primeiro a reagir àquilo que já se adivinhava: o PS não iria além dos seis lugares no executivo.

«Lisboa tem um presidente de câmara», anunciava Júdice, levando, pela primeira vez, as pessoas a aplaudir. Ao longo da noite, os socialistas agarraram-se «à primeira vitória do PS sozinho em Lisboa, ao fim de 31 anos». Quando confrontado pelos jornalistas com o resultado aquém das expectativas, António Costa foi pragmático. «Já concorri a umas eleições autárquicas [Loures em 1993] e perdi. Agora ganhei. Sei bem qual é a diferença».

helena.pereira@sol.pt

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