«O ministério da Agricultura tem de ter uma voz mais forte, não é admissível que a primeira atitude do ministério seja lavar as mãos», disse à Lusa o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares.
Classificando a situação que na sexta-feira envolveu cerca de uma centena de activistas anti-transgénicos, que invadiram uma herdade em Silves e destruíram cerca de um hectare de milho transgénico, como uma tentativa de «intimidação», Pedro Mota Soares recusou a hipótese de se estar perante «um novo PREC».
«Estão a querer intimidar os agricultores que fazem plantações autorizadas de organismos geneticamente modificados», salientou, insistindo na necessidade do ministério da Agricultura «dar garantias de que não pactua, não tolera, nem baixa os braços perante estas tentativas de intimidação».
Ainda a propósito da invasão da herdade e destruição de um hectare de milho transgénico, Pedro Mota Soares adiantou que o CDS-PP já enviou um requerimento a solicitar informações à secretaria de Estado da Juventude e Desporto sobre o encontro internacional que decorre em Aljezur e de onde saíram os jovens que invadiram a herdade em Silves.
O Diário de Notícia revela na edição de hoje que o Ecotopia, encontro internacional que decorre em Aljezur e de onde saíram os jovens que participaram na destruição de um hectare de milho transgénico, é apoiado pelo Instituto Português da Juventude.
«É verdade ou não que o Instituto Português da Juventude deu dinheiro para o encontro», questionou o deputado democrata-cristão.
Pedro Mota Soares lamentou ainda que grande parte dos manifestantes que invadiram a herdade em Silves não tenham sido identificados «porque eram estrangeiros e não tinham nenhum documento de identificação».
«É um comportamento incorrecto das autoridades. Não é possível que, perante uma acção desta natureza exista um tratamento privilegiado a cidadãos estrangeiros», acrescentou.
Questionado sobre o pedido do PSD para a convocação do ministro da Administração Interna à comissão permanente da Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre os incidentes que ocorreram em Silves, Pedro Mota Soares disse que a bancada social-democrata «não a irá inviabilizar»
Lusa/SOL
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