«Oficialmente, Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio», declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, à margem da reunião informal dos chefes das diplomacias dos 27, que hoje terminou em Viana do Castelo.
Quando questionado sobre as razões pelas quains considerava óbvia a recusa do Governo de Lisboa em receber oficialmente o Dalai Lama, Luís Amado afirmou: «Pelas razões que são conhecidas».
Apesar de não ser recebido pelo governo nesta sua segunda visita a Portugal, para uma conferência pública e ensinamentos budistas, o Dalai lama vai contudo manter encontros com deputados portugueses e com o Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio.
Dalai Lama visitou Portugal em 2001 e desloca-se novamente a Lisboa entre 12 e 16 de Setembro a convite de várias instituições, como a Casa da Cultura do Tibete, Fundação Kangyur Rinpoche, União Budista Portuguesa, Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e Câmara Municipal de Lisboa.
Segundo a organização, do seu programa fazem parte três dias de Ensinamentos, entre 13 e 15 de Setembro, na Faculdade de Medicina Dentária, e uma Conferência Pública, com o tema O Poder do Bom Coração, que decorrerá no Pavilhão Atlântico, domingo dia 16.
Além destes dois eventos, o líder espiritual tibetano será também recebido, dia 13, na Assembleia da República pela Comissão de Negócios Estrangeiros - a pedido dos respectivos deputados - e, no dia 14, pelo Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio.
No mesmo dia estará também presente à tarde numa recepção oferecida pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
No decorrer da visita a Portugal, o Dalai Lama também manterá encontros com entidades estrangeiras como Philippe Douste-Blazy, Conselheiro do Presidente francês Sarkozy, e com Louis Charles Viosa, Embaixador da França para o fenómeno da SIDA.
Lusa / SOL
Relacionados