A rádio TSF noticiou hoje que o ex-Presidente da República considerara, sábado, numa conferência no Porto, que a eleição de Menezes é «uma desgraça que aconteceu» ao PSD.
Em declarações à agência Lusa, Mário Soares afirmou que não comentou as eleições directas do PSD e que o que considerou uma «desgraça» foi a fragilização do partido, devido às polémicas surgidas nos dias que antecederam o escrutínio.
«Não me pronunciei sobre a vitória ou a derrota de um dos candidatos, porque não me diz respeito, porque se tratou de uma eleição interna de um partido», afirmou.
«O que defendi é que no PS não nos devemos regozijar com a fraqueza do PSD, porque isso é mau para a democracia e mau para o PS», esclareceu.
«Um Governo precisa de uma oposição forte e estruturada, porque, senão, o Governo pode dizer que não há alternativa e que pode fazer o que quiser», voltou a advertir Mário Soares.
Fonte da organização da campanha de Luís Filipe Menezes disse à Lusa que Mário Soares ligou esta tarde ao novo líder do PSD para «lhe dar um abraço e felicitá-lo pela vitória».
Segundo a mesma fonte, nesse telefonema, Soares fez questão de garantir que as suas declarações que têm estado a ser veiculadas pela comunicação social «foram totalmente retiradas do contexto», tendo «confundido» o que o ex-chefe de Estado queria expressar.
As críticas de Soares, acrescentou a fonte, referiam-se não à pessoa ou à vitória de Luís Filipe Menezes, mas à «eleição fratricida» que decorreu no PSD.
Lusa/SOL