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Pilotos/Greve
PSD condena «insensibilidade total» e diz que paralisação é «fruto» da reforma da Segurança Social
O vice-presidente do PSD Rui Gomes da Silva considerou hoje que a greve dos pilotos que terminou às 17h é «fruto» das alterações às regras da Segurança Social introduzidas pelo Governo
 
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«Esta greve é demonstrativa da total insensibilidade do Governo», afirmou Rui Gomes da Silva, em declarações aos jornalistas no Parlamento, num comentário à greve dos pilotos que levou ao cancelamento de 45 voos com partidas dos aeroportos portugueses até à hora de almoço.

Acusando o executivo socialista de «não aceitar cumprir as regras do Estado de Direito», o vice-presidente social-democrata lamentou que, depois de anos a descontar para a Segurança Social, os trabalhadores vejam a pouco tempo da reforma todas as suas expectativas goradas.

«São as expectativas de toda uma vida», sublinhou Rui Gomes da Silva.

Rui Gomes da Silva considerou ainda que a greve de hoje dos pilotos «é fruto das alterações às regras da Segurança Social" introduzidas pelo executivo de José Sócrates, que vão levar "ao agravamento das condições de vida dos reformados».

«O Governo escolheu o caminho da ruptura, o Governo recusa conversar», acusou.

Por isso, acrescentou, «hoje foram os pilotos, amanhã serão outras classes profissionais».

«É a isto que nos vai levar a reforma da Segurança Social», salientou.

O porta-voz da TAP adiantou que até as 13h45 foram cancelados 45 voos, 33 com partida do aeroporto de Lisboa, oito do Porto, três da Madeira e um do Funchal.

Entretanto, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, já apelou ao «bom senso» dos pilotos portugueses para que suspendam a greve, manifestando total disponibilidade para discutir com os sindicatos em prol de uma decisão rápida e consensual.

«Apelo ao Sindicato [Nacional dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC)] para que tenha bom senso suficiente, para que pare com a situação grevista, que é extremamente prejudicial para a TAP, para a economia portuguesa, para a imagem do país e para a qual não encontro razões neste momento», declarou o Mário Lino, à margem da Conferência Auto-estradas do Mar e Logística.

A greve, em protesto contra o aumento da idade da reforma para os 65 anos e pela alteração do valor das pensões, terminou às 17h, estando agendadas novas paralisações para quinta-feira, sábado e 5, 7 e 9 de Novembro.

Lusa / SOL



 

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