O presidente do Zimbabué falava à sua chegada ao Songo, Moçambique, onde vai assistir à cerimónia de entrega da barragem de Cahora Bassa ao estado moçambicano.
A presença de Robert Mugabe na cimeira que reúne os responsáveis da União Europeia e de África tem estado no centro de uma polémica, com vários países europeus, nomeadamente a Grã-Bretanha, a anunciarem que se não se farão representar ao mais alto nível se o presidente do Zimbabué participar no encontro.
O ministro dos Negócios estrangeiros português, Luís Amado, disse por várias vezes que preferia que Robert Mugabe não se deslocasse a Lisboa, por temer que a sua presença desvie o centro das atenções sobre o que vai ser discutido na cimeira.
Em Singapura, o primeiro-ministro português e presidência em exercício da União Europeia, José Sócrates, tinha na semana passada manifestado o desejo que a cimeira UE/África se concentre nas relações entre os dos dois blocos e não em «ruído», descurando os interesses do encontro, caso se confirme a presença de Robert Mugabe.
«O que nós gostaríamos é que a cimeira entre a UE/África, uma cimeira histórica muito importante, se concentre nos documentos que vão ser aprovados e não no presidente Robert Mugabe», declarou José Sócrates, presidente em exercício da União Europeia (EU).
Na segunda-feira, em Washington, Luís Amado reiterou o desejo de que o Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, não se desloque à Cimeira UE/África, apesar das críticas de que foi alvo por parte da primeiro-ministra moçambicana, Luísa Diogo.
«Eu mantenho a apreciação que faço por razões que apenas têm a ver com a natureza da cimeira e o que está em causa nas discussões que vamos ter em Lisboa, disse o ministro português».
Luís Amado reagia a declarações da primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, segundo a qual «não é normal» a postura portuguesa em relação à participação do Presidente do Zimbabué na Cimeira UE/África.
Em declarações à Rádio Renascença, Luísa Diogo afirmara que «não é normal» que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português afirme preferir que o presidente zimbabueano não esteja presente na cimeira de Lisboa depois de ter convidado Robert Mugabe a participar no encontro.
Lusa / SOL