O hospital é, por enquanto, o único da rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS) gerido por um consórcio privado – liderado pelo Grupo Mello e pela Associação Nacional das Farmácias (ANF). O ministro da Saúde, no entanto, já anunciara a intenção de não renovar o contrato com este consórcio (como sempre aconteceu desde 1994) e sujeitar a gestão privada do Amadora-Sintra a novo concurso – que incluirá também a construção e gestão de um novo hospital, de pequena dimensão, em Sintra.
O contrato com o Grupo Mello/ANF termina no final do ano, devendo o Ministério da Saúde comunicar ao consórcio privado,
até ao final de Novembro, que não pretende renovar o contrato. O
novo concurso, segundo o calendário anunciado pelo ministro, avança «em 2008».
O problema, segundo fontes do sector, é a falta de interesse neste concurso, que tem sido manifestada por todos os operadores
privados de saúde, em particular os que já se apresentaram a outros concursos do género, lançados no âmbito das Parcerias
Público-Privadas da Saúde. Motivo: a posição privilegiada em que, necessariamente, o Grupo Mello se apresentará a concurso – por gerir o hospital há mais de dez anos e controlar toda a informação por ele produzida.
Segundo as mesmas fontes, e se se mantiver esta dificuldade, o Ministério da Saúde já pondera uma alternativa: pôr fim à gestão privada e transformar o Amadora-Sintra em E.P.E.
graca.rosendo@sol.pt