«Tínhamos prometido tornar públicas as contas da campanha. O prometido é devido. É um acto de normalidade», declarou à agência Lusa o deputado do PSD Miguel Relvas, que foi o director da campanha de Pedro Passos Coelho.
«Para ocupar um vazio legal referente às candidaturas e campanhas eleitorais internas constituímos uma associação [Associação Construir uma Alternativa] e essa associação tem de pagar impostos», referiu Miguel Relvas, assinalando que há um saldo de cerca de 1500 mil euros porque falta descontar esse pagamento de impostos.
De acordo com as contas divulgadas em comunicado, a candidatura de Pedro Passos Coelho recebeu 64 mil euros de donativos e gastou durante a campanha 62,5 mil euros.
As maiores despesas foram as de representação, no valor de 23.425 euros, seguindo-se a verba gasta em publicidade e propaganda, no valor de 21.170 euros, e os gastos com refeições, 19.648 euros.
Segundo a candidatura de Passos Coelho, «a rubrica da publicidade e propaganda inclui os custos de envio de mensagens via telemóvel e de mailings aos militantes» e «a rubrica das despesas de representação, em especial das refeições, não atingiu um valor maior uma vez que a maior parte dos jantares organizados durante a campanha eleitoral foram suportados financeiramente pelos seus participantes».
«Todos os donativos estão devidamente documentados, sendo essa documentação depositada no órgão jurisdicional do PSD, o Conselho de Jurisdição», adiantou a candidatura, no comunicado.
Pedro Passos Coelho ficou em segundo lugar nas eleições directas de 31 de Maio para a liderança do PSD, que foram ganhas por Manuela Ferreira Leite.
Lusa/SOL