
© SOL/Gonçalo Fernandes Santos
Manuela Ferreira Leite, nova líder do PSD, afirmou ontem que quer um partido renovado e capaz de ser alternativa ao Governo Socialista e que o quero posso e mando de José Sócrates tem de acabar. No discurso de abertura do XXXI Congresso, Ferreira Leite, referindo-se sempre aos delegados como «companheiros», recusou falar do passado e apontou as armas ao futuro e disparou na direcção de Sócrates, desmistificando assim a ideia de que o PSD iria alinhar numa política de Bloco Central.

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Além disso, e para que fosse bem entendida, a nova líder social-democrata avisou que não ia falar «entre linhas».«Falo tudo nas linhas», referiu, incentivando logo em seguida à união do partido por um objectivo comum.
E porque o «Governo do PS está esgotado» e sem soluções para resolver os problemas do país que «está mal», o PSD tem de ser uma alternativa credível.
«Não vamos aceitar ser tratados sem ser de igual para igual», sublinhou, referindo-se a José Sócrates. «Acabou! Acabou!», disse, elevando a voz e num tom mais autoritário.
Ferreira Leite acusou ainda o Chefe de Governo de fazer «birra» ao ignorar as propostas do PSD e por isso prejudicando os portugueses e desperdiçando trabalho. «Não se preocupou em alcançar entendimentos no Parlamento».
Logo a seguir e já com o entusiasmo das palmas dos delegados, Ferreira Leite apontou «os três erros que o Eng. José Sócrates cometeu»: o primeiro foi a forma como subestimou o PSD. «Deu-se mesmo ao luxo de os ignorar». O segundo, segundo a líder, foi seguir a sua agenda política sem atender aos portugueses. E, como terceiro erro, Manuela Ferreira Leite, apontou o recurso de forma insistente «à evocação dos Governos do PSD para não assumir as suas responsabilidades».
A presidente do PSD terminou o seu discurso a falar de esperança apesar de considerar que o país vive «tempos difíceis» e apelou ao empenho de todos os militantes do PSD.
sonia.trigueirao@sol.pt